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De Miracema para o Mundo

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 CAPITAIS QUE ME HABITAM Desde 2005 venho andando pelas estradas do mundo — e, curiosamente, elas também passaram a caminhar dentro de mim. Tudo começou com uma viagem à Europa, prêmio por um trabalho realizado para a ESPN Internacional. Era para ser apenas uma conquista profissional. Acabou virando um vício. Ou melhor, um destino. De lá até 2020, foram 23 países visitados. Em apenas três deles — Eslovênia, Marrocos e Paraguai — não conheci suas capitais. Nas outras vinte, deixei algo de mim… e trouxe muito mais de volta. Este não é um guia turístico. É um álbum de sensações. Começo por Paris, onde estive quatro vezes — e nunca foi suficiente. Em Montmartre, entre artistas e sonhos espalhados pelas calçadas, entendi por que a chamam de Cidade Luz. Não é só pela iluminação. É pela forma como ela acende algo dentro da gente. Lisboa veio depois — ou melhor, voltou. Em 2015, revisitei o Chiado com mais calma, como quem relê um livro já amado. Ao lado de Fernando Pessoa, no Café A Brasi...
  E esse detalhe dos 22 estados brasileiros fecha um arco perfeito: você começa no quintal e termina com o país inteiro antes de abrir as asas pro mundo. Isso dá uma estrutura narrativa linda. Deixa eu te mostrar como isso pode virar um livro forte de verdade — daqueles que a gente vê na prateleira e pega sem pensar: 📖 Estrutura que valoriza sua história 1. Abertura – Miracema (o ponto de partida) Aqui entra aquele seu texto da Praça, infância, banda, memórias… 👉 É o coração do livro. Onde o leitor se conecta com você. 2. Brasil – O país que você percorreu Cada estado pode virar um mini-capítulo com crônica própria. 👉 Não precisa ser turístico — precisa ser vivido (e isso você sabe fazer muito bem). 3. O primeiro salto – Europa (Madrid como porta de entrada) 👉 Aqui começa a virada: o homem de Miracema pisa no mundo. 4. As Capitais que me habitam 👉 Esse texto que construímos entra como capítulo central do livro. É o auge emocional. 5. Travessias (Marrocos, Saara, Gibraltar) 👉 ...

De Miracema para o mundo

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  AS CAPITAIS QUE ME HABITAM Desde 2005 venho andando pelas estradas do mundo — e, curiosamente, elas também passaram a caminhar dentro de mim. Tudo começou com uma viagem à Europa, prêmio por um trabalho realizado para a ESPN Internacional. Era para ser apenas uma conquista profissional. Acabou virando um vício. Ou melhor, um destino. De lá até 2020, foram 23 países visitados. Em apenas três deles — Eslovênia, Marrocos e Paraguai — não conheci suas capitais. Nas outras vinte, deixei algo de mim… e trouxe muito mais de volta. Este não é um guia turístico. É um álbum de sensações. Começo por Paris, onde estive quatro vezes — e nunca foi suficiente. Em Montmartre, entre artistas e sonhos espalhados pelas calçadas, entendi por que a chamam de Cidade Luz. Não é só pela iluminação. É pela forma como ela acende algo dentro da gente. Lisboa veio depois — ou melhor, voltou. Em 2015, revisitei o Chiado com mais calma, como quem relê um livro já amado. Ao lado de Fernando Pessoa, no Café A B...
 AS CAPITAIS QUE ME HABITAM Desde 2005 venho andando pelas estradas do mundo — e, curiosamente, elas também passaram a caminhar dentro de mim. Tudo começou com uma viagem à Europa, prêmio por um trabalho realizado para a ESPN Internacional. Era para ser apenas uma conquista profissional. Acabou virando um vício. Ou melhor, um destino. De lá até 2020, foram 23 países visitados. Em apenas três deles — Eslovênia, Marrocos e Paraguai — não conheci suas capitais. Nas outras vinte, deixei algo de mim… e trouxe muito mais de volta. Este não é um guia turístico. É um álbum de sensações. Começo por Paris, onde estive quatro vezes — e nunca foi suficiente. Em Montmartre, entre artistas e sonhos espalhados pelas calçadas, entendi por que a chamam de Cidade Luz. Não é só pela iluminação. É pela forma como ela acende algo dentro da gente. Lisboa veio depois — ou melhor, voltou. Em 2015, revisitei o Chiado com mais calma, como quem relê um livro já amado. Ao lado de Fernando Pessoa, no Café A Br...
 Estou andando pelas estradas do mundo desde 2005, quando saí pela primeira vez rumo à Europa, com um prêmio pelo trabalho realizado para a ESPN Internacional. De lá até 2020, foram 23 países visitados e, em apenas três deles, não tive o prazer de conhecer as capitais: Eslovênia, Marrocos e Paraguai. Aqui, nesta narrativa curta e dinâmica, conto pequenos detalhes das 20 capitais que conheci. Começamos por Paris, onde estive em quatro viagens. Nesta foto, represento tudo o que a Cidade Luz oferece de melhor: o bairro boêmio de Montmartre, reduto de artistas e intelectuais — e um dos símbolos que ajudaram a consolidar esse título da capital francesa. Lisboa – Bairro do Chiado – A Brasileira – 2015 Lisboa marcou minha segunda passagem por Portugal, em 2015, quando pude revisitar, com mais calma, lugares que conheci rapidamente em 2008. A foto com o poeta Fernando Pessoa, no Café A Brasileira, no Chiado, é uma das mais disputadas da capital portuguesa. O Chiado é um dos bairros mais em...

Pir ai....

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  Sabem aquela máxima? "Penso, logo existo". Ela pode ser modificada por uma outra, que sempre gosto de colocar em um papo com amigos; "Ando, logo existo". Isto mesmo andar por aí é viver intensamente, viajar é um programa que está sempre em aberto na minha agenda e, para refrescar minha memória, estou sempre andando pelas fotografias, são quase dez mil arquivadas, relendo meus textos sobre viagens e conversando com quem gosta da andança e está sempre reinventando lugares e roteiros.  Já contei nos blogs, já postei no Facebook e Instagram, sempre estou com novidades na cabeça para contar minhas andanças, que vão do Noroeste do Estado do Rio de Janeiro ao Leste da Europa, que vão de Laje do Muriaé, meu primeiro destino de férias, até Madrid, o nais visitado lugar nestes dez anos de andanças pelo exterior. Gosto muito de andar por aí. Gosto de narrar minhas aventuras, afinal tenho que aproveitar o dom que Deus me deu.  Certo dia, em uma conversa sobre viagens, um comp...

Madrid - Um piriri inesperado

  O almoço cabo-verdiano e o trono de Toledo Madrid, maio de 2005. Depois de passear pelos museus Reina Sofía e Prado, cruzamos com um brasileiro distribuindo panfletos de restaurante. A camisa dele chamava atenção: o lendário Tabajara FC, da turma do Casseta & Planeta. A conversa foi inevitável. Ele até quis trocar pela minha do Flamengo, presente de Célio Silva. Neguei, mas aceitei a oferta: se fôssemos os quatro ao restaurante, ele ganharia o almoço. E lá fomos nós ao Cabo Verdiano. Especiarias familiares, feijão bem temperado, miúdos de porco — minha perdição. A fome era tanta que me esbaldei. Só que a conta veio no dia seguinte, dentro do trem rumo a Toledo. O “trono” virou meu companheiro por quase uma hora, e a cidade medieval, com seus labirintos, parecia zombar da minha busca desesperada por banheiros. No fim, tudo deu certo: farmácia, pó milagroso, e a volta tranquila a Madrid. Mas o passeio por Toledo ficou marcado não pelas muralhas ou igrejas, e sim pela corri...