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Roteiro para impressão do livro

  📖 Sugestões para organizar seu livro: Seleção temática : agrupe crônicas por assuntos — juventude, viagens, memórias culturais, reflexões sobre o tempo. Ritmo de leitura : alterne textos mais leves com os mais densos, para criar uma cadência agradável. Prefácio : pode ser escrito por você mesmo, explicando o espírito da obra, ou por alguém próximo que contextualize sua trajetória. Título : escolha algo que reflita o tom memorialista e afetivo, como “Estradas da Memória” , “Crônicas de Sete Décadas” ou “O Tempo que Carrego” . Formato : geralmente, 30 a 40 crônicas resultam em um livro de 120 a 180 páginas, ideal para leitura fluida. 📌 Próximos passos práticos: Revisão final : leia cada crônica escolhida e veja se precisa de pequenos ajustes de estilo ou ortografia. Organização : defina a ordem — cronológica, temática ou livre, como se fosse uma conversa. Gráfica/Editora : você pode optar por uma gráfica local para impressão sob demanda ou buscar editoras que trabalham com publi...

De Miracema para o Mundo

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 CAPITAIS QUE ME HABITAM Desde 2005 venho andando pelas estradas do mundo — e, curiosamente, elas também passaram a caminhar dentro de mim. Tudo começou com uma viagem à Europa, prêmio por um trabalho realizado para a ESPN Internacional. Era para ser apenas uma conquista profissional. Acabou virando um vício. Ou melhor, um destino. De lá até 2020, foram 23 países visitados. Em apenas três deles — Eslovênia, Marrocos e Paraguai — não conheci suas capitais. Nas outras vinte, deixei algo de mim… e trouxe muito mais de volta. Este não é um guia turístico. É um álbum de sensações. Começo por Paris, onde estive quatro vezes — e nunca foi suficiente. Em Montmartre, entre artistas e sonhos espalhados pelas calçadas, entendi por que a chamam de Cidade Luz. Não é só pela iluminação. É pela forma como ela acende algo dentro da gente. Lisboa veio depois — ou melhor, voltou. Em 2015, revisitei o Chiado com mais calma, como quem relê um livro já amado. Ao lado de Fernando Pessoa, no Café A Brasi...

De Miracema para o mundo

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  AS CAPITAIS QUE ME HABITAM Desde 2005 venho andando pelas estradas do mundo — e, curiosamente, elas também passaram a caminhar dentro de mim. Tudo começou com uma viagem à Europa, prêmio por um trabalho realizado para a ESPN Internacional. Era para ser apenas uma conquista profissional. Acabou virando um vício. Ou melhor, um destino. De lá até 2020, foram 23 países visitados. Em apenas três deles — Eslovênia, Marrocos e Paraguai — não conheci suas capitais. Nas outras vinte, deixei algo de mim… e trouxe muito mais de volta. Este não é um guia turístico. É um álbum de sensações. Começo por Paris, onde estive quatro vezes — e nunca foi suficiente. Em Montmartre, entre artistas e sonhos espalhados pelas calçadas, entendi por que a chamam de Cidade Luz. Não é só pela iluminação. É pela forma como ela acende algo dentro da gente. Lisboa veio depois — ou melhor, voltou. Em 2015, revisitei o Chiado com mais calma, como quem relê um livro já amado. Ao lado de Fernando Pessoa, no Café A B...
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 A S CAPITAIS QUE ME HABITAM Desde 2005 venho andando pelas estradas do mundo — e, curiosamente, elas também passaram a caminhar dentro de mim. Tudo começou com uma viagem à Europa, prêmio por um trabalho realizado para a ESPN Internacional. Era para ser apenas uma conquista profissional. Acabou virando um vício. Ou melhor, um destino. De lá até 2020, foram 23 países visitados. Em apenas três deles — Eslovênia, Marrocos e Paraguai — não conheci suas capitais. Nas outras vinte, deixei algo de mim… e trouxe muito mais de volta. Este não é um guia turístico. É um álbum de sensações. Começo por Paris, onde estive quatro vezes — e nunca foi suficiente. Em Montmartre, entre artistas e sonhos espalhados pelas calçadas, entendi por que a chamam de Cidade Luz. Não é só pela iluminação. É pela forma como ela acende algo dentro da gente. Lisboa veio depois — ou melhor, voltou. Em 2015, revisitei o Chiado com mais calma, como quem relê um livro já amado. Ao lado de Fernando Pessoa, no Café A B...
 Estou andando pelas estradas do mundo desde 2005, quando saí pela primeira vez rumo à Europa, com um prêmio pelo trabalho realizado para a ESPN Internacional. De lá até 2020, foram 23 países visitados e, em apenas três deles, não tive o prazer de conhecer as capitais: Eslovênia, Marrocos e Paraguai. Aqui, nesta narrativa curta e dinâmica, conto pequenos detalhes das 20 capitais que conheci. Começamos por Paris, onde estive em quatro viagens. Nesta foto, represento tudo o que a Cidade Luz oferece de melhor: o bairro boêmio de Montmartre, reduto de artistas e intelectuais — e um dos símbolos que ajudaram a consolidar esse título da capital francesa. Lisboa – Bairro do Chiado – A Brasileira – 2015 Lisboa marcou minha segunda passagem por Portugal, em 2015, quando pude revisitar, com mais calma, lugares que conheci rapidamente em 2008. A foto com o poeta Fernando Pessoa, no Café A Brasileira, no Chiado, é uma das mais disputadas da capital portuguesa. O Chiado é um dos bairros mais em...

Por ai....

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  Minhas Andanças Sabem aquela máxima: “Penso, logo existo”? Pois eu gosto de adaptá-la para uma que combina mais comigo: “Ando, logo existo.” É isso mesmo. Andar por aí é viver intensamente. Viajar é um programa que está sempre aberto na minha agenda. E, para refrescar a memória, estou sempre revisitando fotografias — são quase dez mil arquivadas —, relendo textos sobre viagens e conversando com gente que, como eu, gosta da estrada e está sempre reinventando destinos e roteiros. Já contei histórias em blogs, publiquei no Facebook, no Instagram... e continuo com novas lembranças e causos na cabeça. Minhas andanças vão do Noroeste Fluminense ao Leste Europeu; de Laje do Muriaé, meu primeiro destino de férias, a Madrid, a cidade que mais visitei nestes anos de viagens internacionais. Gosto de andar por aí. E gosto ainda mais de contar essas aventuras. Afinal, tenho que aproveitar o dom que Deus me deu. Certa vez, em uma conversa sobre viagens, um amigo do Recife me perguntou quantos ...

Madrid - Um piriri inesperado

  O almoço cabo-verdiano e o trono de Toledo Madrid, maio de 2005. Depois de passear pelos museus Reina Sofía e Prado, cruzamos com um brasileiro distribuindo panfletos de restaurante. A camisa dele chamava atenção: o lendário Tabajara FC, da turma do Casseta & Planeta. A conversa foi inevitável. Ele até quis trocar pela minha do Flamengo, presente de Célio Silva. Neguei, mas aceitei a oferta: se fôssemos os quatro ao restaurante, ele ganharia o almoço. E lá fomos nós ao Cabo Verdiano. Especiarias familiares, feijão bem temperado, miúdos de porco — minha perdição. A fome era tanta que me esbaldei. Só que a conta veio no dia seguinte, dentro do trem rumo a Toledo. O “trono” virou meu companheiro por quase uma hora, e a cidade medieval, com seus labirintos, parecia zombar da minha busca desesperada por banheiros. No fim, tudo deu certo: farmácia, pó milagroso, e a volta tranquila a Madrid. Mas o passeio por Toledo ficou marcado não pelas muralhas ou igrejas, e sim pela corri...