Por ai....

 




Minhas Andanças

Sabem aquela máxima: “Penso, logo existo”?

Pois eu gosto de adaptá-la para uma que combina mais comigo:

“Ando, logo existo.”

É isso mesmo. Andar por aí é viver intensamente. Viajar é um programa que está sempre aberto na minha agenda. E, para refrescar a memória, estou sempre revisitando fotografias — são quase dez mil arquivadas —, relendo textos sobre viagens e conversando com gente que, como eu, gosta da estrada e está sempre reinventando destinos e roteiros.

Já contei histórias em blogs, publiquei no Facebook, no Instagram... e continuo com novas lembranças e causos na cabeça. Minhas andanças vão do Noroeste Fluminense ao Leste Europeu; de Laje do Muriaé, meu primeiro destino de férias, a Madrid, a cidade que mais visitei nestes anos de viagens internacionais.

Gosto de andar por aí. E gosto ainda mais de contar essas aventuras. Afinal, tenho que aproveitar o dom que Deus me deu.

Certa vez, em uma conversa sobre viagens, um amigo do Recife me perguntou quantos lugares eu já conhecia. Confesso que não sabia responder de cabeça. Então, ali mesmo, começamos a listar nossos destinos. Para surpresa dele — e, talvez, um pouco de desencanto também —, eu disse que já conhecia mais de setenta por cento do Estado do Rio de Janeiro, enquanto ele lamentava ainda não ter percorrido nem dez por cento de Pernambuco.

Andei por Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Fui de Palma, em Minas, a Gramado, no Rio Grande do Sul; de Itu, em São Paulo, a Castro, no Paraná; de Florianópolis a Inhotim, sempre em companhia de Marina e das minhas máquinas fotográficas — hoje, aos poucos, substituídas pelos maravilhosos smartphones, que além de registrarem imagens incríveis, ainda nos permitem compartilhar tudo em tempo real.

Conheci o Pantanal Mato-Grossense, admirei as belezas da Serra Gaúcha, nadei nas praias do Nordeste e vi a chuva forte do Norte do Brasil.

No exterior, vivi cenas que pareciam impossíveis. Passei pelo Vatican City e vi o Papa. Caminhei pelo Louvre Museum e encontrei a Mona Lisa. Em London, não tive coragem de subir na London Eye — medo mesmo —, mas admirei o imponente Big Ben.

Vi as muralhas de Toledo, a Belém Tower, em Lisboa, e contemplei Paris lá do alto da Eiffel Tower.

O Véu de Noiva, em Nova Friburgo, foi um dos primeiros cartões-postais da minha vida. Já a grandiosa Basílica de Nossa Senhora Aparecida foi uma das últimas grandes emoções nacionais. Antes dela, já havia conhecido a Cologne Cathedral e a inesquecível Notre-Dame Cathedral.

Não fui às Cataratas do Niágara, mas conheci três oceanos. Senti as águas geladas do Pacífico em Viña del Mar. Continuei amigo do Atlântico, inclusive ali pertinho, em São Tomé. Cruzei o Canal da Mancha rumo à Inglaterra e contemplei o Mar Mediterrâneo banhando Nice.

Em Lisboa, sentei-me ao lado de Fernando Pessoa. Em Madrid, quase fui assistir ao Real Madrid no Santiago Bernabéu Stadium. Em Barcelona, vi obras de Joan Miró e a monumental Sagrada Família.

Em Fátima, chorei copiosamente agradecendo à Virgem pela proteção. Em Pisa, me impressionei com a famosa torre inclinada. Em Vienna, me deslumbrei com a imponência dos palácios imperiais.

O deserto do Saara e a Capadócia... esses merecem capítulos próprios. Só de lembrar, já daria outro livro.

Também vivi momentos únicos navegando pelo Rio Reno, na Alemanha, e pelo Rio Sena, em Paris. Cruzei o Rio da Prata, brindei com cerveja germânica e champanhe francês. São memórias que não se apagam.

E quando me perguntam qual foi o lugar mais inesquecível... eu travo.

Como escolher entre Prague, coberta de história? Warsaw, sob neve? O famoso Café New York, em Budapest?

Mas, se insistirem muito, talvez eu diga que poucos momentos se comparam à travessia do Danube River, em Budapeste, ao lado de Marina, entre queijos, vinhos e sonhos realizados.

Ou talvez a passagem por Venice, ouvindo Al Di Là enquanto uma gôndola deslizava pelos canais.

Ou ainda a visita emocionante a Auschwitz concentration camp, onde as lágrimas não foram de alegria, mas de respeito diante de uma das maiores tragédias da humanidade.

E ainda houve Monte Carlo, os Alpes Suíços, o Túnel de Gottardo, Santiago do Chile, Buenos Aires, Montevidéu, Colônia do Sacramento...

E o Brasil? Ah, o Brasil...

Ainda não conheço Fernando de Noronha. Quero voltar a Foz do Iguaçu. Não esqueço Cuiabá, meu primeiro destino realmente distante de casa.

Escrevo há quase duas horas e sei que, mesmo assim, ainda deixarei algum lugar de fora.

Mas isso não é problema.

É só mais um motivo para continuar escrevendo.

Porque, como os amigos gostam de dizer:

“Adilson Dutra, de Miracema para o mundoSabem aquela máxima? "Penso, logo existo". Ela pode ser modificada por uma outra, que sempre gosto de colocar em um papo com amigos; "Ando, logo existo". Isto mesmo andar por aí é viver intensamente, viajar é um programa que está sempre em aberto na minha agenda e, para refrescar minha memória, estou sempre andando pelas fotografias, são quase dez mil arquivadas, relendo meus textos sobre viagens e conversando com quem gosta da andança e está sempre reinventando lugares e roteiros. 


Já contei nos blogs, já postei no Facebook e Instagram, sempre estou com novidades na cabeça para contar minhas andanças, que vão do Noroeste do Estado do Rio de Janeiro ao Leste da Europa, que vão de Laje do Muriaé, meu primeiro destino de férias, até Madrid, o nais visitado lugar nestes dez anos de andanças pelo exterior. Gosto muito de andar por aí. Gosto de narrar minhas aventuras, afinal tenho que aproveitar o dom que Deus me deu. 

Certo dia, em uma conversa sobre viagens, um companheiro do Recife me perguntou quantos lugares eu conhecia. Fiquei em dúvida e não sabia de cor, mas começamos, eu e ele, a colocar no papel todos os lugares que visitamos e, para surpresa e desencanto do companheiro, quando eu disse que conhecia mais de 70 por cento do meu Estado do Rio e ele, triste, dizia não ter andado nem dez por cento dos lugares de Pernambuco.

Andei por Minas Gerais, por Pernambuco do sósia do Amauri Fontoura, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, fui de Palma/MG até Gramado/RS, de Itu/SP até Castro/PR e de Floripa/SC a Inhotim/MG, andando sempre em companhia de Marina e de minhas máquinas fotográficas, que aos poucos estão sendo substituídas por maravilhosos smartphones, que além de clicar ótimas fotos ainda nos oferecem a oportunidade de divulgá-las do local onde estivermos no momento da pose. 

Conheci o Pantanal Mato-grossense, vi de perto as belezas da Serra Gaúcha, nadei nas praias do Nordeste e vi a chuva do Norte do Brasil. Rodei pelo Vaticano, vi o Papa, pelo Louvre, vi a Monalisa, não andei na London Eyes, medo, em Londres, mas vi o Big Ben imponente assim como vi as muralhas famosas de Toledo, na Espanha, a Torre de Belém, em Lisboa e fui ver Paris lá no último andar da Torre Eifel.

O "Véu de Noiva", em Friburgo, foi um dos primeiros cartões postais que conheci e a colossal Basília de Nossa Senhora de Aparecida um dos últimos a ser visto por nós, que já vimos a bela Catedral de São Pedro, em Colônia, Alemanha, e a não menos famosa Catedral de Notre Dame, em Paris. 

Não fui ao Niágara, mas conheci três oceanos, o Pacífico, cujas águas geladas, em Viña Del Mar, no Chile me assustaram, o Atlântico, que até aqui pertinho, no Farol de São Tomé, as águas são quente, atravessei o Mar do Norte, entre a França e a Inglaterra, no famoso Ferry Boat do Canal da Mancha, e observei, bem da orla, a beleza do Mar Mediterrâneo, que banha Nice, na França, com seus iates de gente milionária. 

Em Lisboa eu me sentei ao lado de Fernando Pessoa, no Roscio, em Madrid fui convidado a ir ao Santiago Bernabeu ver o Real jogar, em Barcelona vi as obras de Miró e a espetacular Catedral da Sagrada família, em Valência comi a famosa paella de frango, conversei com o mago Paulo Coelho, em Santiago de Compostela, em Fátima, Portugal,  chorei copiosamente ao agradecer a proteção da Virgem, em Pisa me espantei com o tamanho da torre inclinada e em Viena me deslumbrei com o Castelo da Imperatriz. 

O Saara e a Capadócia dispensa maiores detalhes,  se falar  aqui da emoção, da alegria e das aventuras vividas nestes dois destinos turísticos tomaria todo o espaço.

Andanças pelo mundo e pelo Brasil que deixam saudades, como atravessar o Rio da Prata em um vapor ou andar pelo Rio Reno, na Alemanha, a bordo de um navio de cruzeiro fluvial bebendo uma boa cerveja germânica ou andar pelo Sena, em Paris, tomando champanhe. São momentos maravilhosos e que não apagarão nunca da memória, tem dias que nem preciso olhar as fotos para reviver ótimos momentos, como os que passei em Gramado/Canela no ano passado para dizer "Que passeio maravilhoso". 

São Paulo e suas noites, suas pizzas, seus museus e seu Pacaembu, palco de grandes jogos e de grandes histórias do meu cicerone José Maria de Aquino. Belo Horizonte do Mercado Central, onde o papo é sempre bem acompanhado, da Praça da Liberdade, por onde estão minha filha, minha neta e meu genro, Porto Alegre do Beira Rio, do Internacional (Célio Silva me levou pela primeira vez) e do Guaíba, Recife, nossa Veneza, Fortaleza, Natal e Maceíó fazem com que o Nordeste deste país tenha um turismo que não fica devendo a nenhum lugar do mundo. 

O pernambucano me pergunta por um lugar inesquecível, a resposta não veio de imediato, tenho que pensar, afinal são tantos que confundem minha mente. Que tal lembrar de Praga, na República Tcheca? Um lugar que voltaria a qualquer momento, Varsóvia na neve? Do Café New York, em Budapeste? Na mesma capital húngara o lado Buda, também com neve até o calcanhar. 

Porém, tem sempre um porém, meu caro Mateus, nada se compara a travessia do Rio Danúbio, em Budapeste, olhando para o rio mais famoso do planeta água, ao lado de Marina e me deliciando com um queijos & vinhos de fazer inveja a qualquer cidadão mais abastado que conheço. É muito difícil para eu dizer um lugar inesquecível sem colocar Roma e suas fontes, como a famosa Fontana de Trevi, onde minhas moedas, jogadas no local, transformaram meus sonhos em realidade.

Mateus, tá ficando complicado, inesquecível foi a travessia dos Canais de Veneza ouvindo Al Di La executada por músicos, convidados pelo gondoleiro, em nossa gôndola. O choro foi registrado pelo meu celular e este pode ser, meu caro amigo, um momento inesquecível. Ah! Tem aquela passagem pelo Muro de Berlim, tem a visita, triste, a Alshwitz, na Polônia, onde as lágrias vertidas não eram de alegria e sim da emoção de ter visitado um lugar da grande tragédia mundial. 

Claro que há também aquele breve momento, dez minutos apenas, quando atravessamos toda a pista de Fórmula Um de Mônaco, onde um dia brilharam Ayrton Sena e Emerson Fitipaldi. Claro que subir os Alpes Suíços, atravessar o Túnel Gottardo, visitar a famosa Zurique e seu lagos congelados também entram no rol dos inesquecíveis, assim como foi muito emocionante subir os Montes Tártaros, na Eslovênia, e ver de perto a neve, que cobria toda a pousada em que almoçaríamos. 

Não dá para escolher, Santiago do Chile e o Vale Nevado valem a lembrança, La Boca, em Buenos Aires, também marcaram bastante e Montevidéu não me sai da lembrança, e conhecer a história de Colônia do Sacramento, no Uruguai, também serve como lembrança das inesquecíveis viagens. 

Eita Brasil maravilhoso, não conheço Fernando de Noronha e voltarei, em breve a Foz do Iguaçu, não me esqueço de Cuiabá, meu primeiro destino mais longe de casa, não deixo de me lembrar de todos os lugares por onde passei por estes anos em que eu e Marina estamos andando por aí sem nos preocupar com lugar mas com destino certo. 

Escrevi quase duas horas e, com certeza, ainda faltará algum lugar por onde passei, mas isto é motivo para voltar a escrever sobre o tema e contar para os amigos que sempre que me encontram dizem "Adilson Dutra, de Miracema para o mundo". 

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